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Competências transversais para a educação corporativa. É possível?

  • Foto do escritor: Carolina Abdalla
    Carolina Abdalla
  • 4 de jan.
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 3 horas

Quando falamos em educação corporativa, ainda é comum associá-la a treinamentos técnicos, conteúdos rápidos e soluções imediatas. Mas a UNESCO nos convida a ampliar esse olhar.

A organização defende que preparar pessoas para o mundo atual exige o desenvolvimento das competências transversais, aquelas que não pertencem a uma área específica, mas atravessam todas elas e sustentam a aprendizagem ao longo da vida.

Pensamento crítico, colaboração, criatividade, empatia, comunicação, responsabilidade e a capacidade de aprender continuamente não são “habilidades complementares”. São competências centrais para lidar com a complexidade, a mudança e a diversidade que marcam o ambiente de trabalho contemporâneo.



No contexto corporativo, isso traz uma reflexão necessária: de que adianta investir em tecnologia, inovação e estratégia se as pessoas não estão preparadas para refletir, dialogar, tomar decisões conscientes e aprender com os próprios erros?


A UNESCO reforça que aprender não é apenas adquirir conhecimento, mas desenvolver a capacidade de interpretar contextos, resolver problemas reais e agir de forma ética e responsável. Quando a educação corporativa ignora esse aspecto, ela corre o risco de formar profissionais altamente treinados, mas pouco preparados para os desafios humanos do trabalho.

Educação corporativa, sob essa perspectiva, deixa de ser um calendário de cursos e passa a ser um ambiente contínuo de aprendizagem, onde errar, refletir, trocar e construir sentido fazem parte do processo.


Talvez o maior desafio das organizações hoje não seja ensinar novas ferramentas, mas criar experiências de aprendizagem que desenvolvam pessoas mais conscientes, colaborativas e adaptáveis.

O primeiro passo é integrar as competências transversais à rotina de trabalho, e não tratá-las como temas isolados. Isso significa transformar desafios reais do negócio em oportunidades de aprendizagem, estimulando reflexão, troca e tomada de decisão consciente. Aprender acontece no trabalho, sobre o trabalho e com o trabalho.

Um exemplo disso são programas de aprendizagem baseados em projetos reais, nos quais equipes multidisciplinares são convidadas a resolver problemas concretos da organização. Nesse processo, mais importante do que a solução final é o caminho percorrido: como as pessoas colaboram, lidam com conflitos, comunicam ideias, testam hipóteses e aprendem com os erros.

Outro exemplo está na criação de espaços estruturados de diálogo e reflexão, como comunidades de prática, mentorias internas ou rodas de aprendizagem entre líderes e equipes. Esses espaços fortalecem competências como escuta ativa, empatia, pensamento crítico e aprendizagem contínua, elementos que dificilmente se desenvolvem apenas em cursos formais ou plataformas online.

Desenvolver competências transversais exige intencionalidade, tempo e cultura. Exige que a empresa reconheça que aprender é um processo humano, social e contínuo e não apenas uma entrega de conteúdo.

Talvez o maior desafio das organizações hoje não seja ensinar novas ferramentas, mas criar experiências de aprendizagem que desenvolvam pessoas mais conscientes, colaborativas e adaptáveis.

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